sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Não te entendo. Juro que não.
Pedi demasiado? Talvez, pedi a certeza, pedi o que nunca tinhas dado a ninguém (…) Pedi-te a ti.
Hoje olhei para a tua fotografia, com uma revolução de sentimentos, entre saudade e pena, entre ilusão e desgosto.
Olhei-te com desespero do momento, com a palavra certa presa no meu coração, este despedaçado à força do desentendimento, da falta de sensibilidade que outrora existiu.
Olhei-te com saudade, com um desejo de te passar a mão no rosto, e dizer-te baixinho que tudo vai correr bem. Mesmo que o mundo se acabe, mesmo que as flores murchem, e as estrelas deixem de brilhar.
Tu foste o meu erro ortográfico, aquele ridículo, absurdo, embora inevitável, aquele tipo de erro, que se sente que não se está a escrever correctamente, mas avançamos, não corrigimos…Fica como está.
Esta noite olhei-te como se fosse o último momento que estivesse a sós contigo, mesmo eu estando ali e tu fisicamente distante, mas observei, e senti a tua presença como se me visses, e soubesses que eu ali estava.
E talvez soubesses, talvez adivinhasses que eu estava ali á tua procura agarrado a um sonho que á muito me abandonou, presa a uma ilusão em que eu gostava de acreditar para poder sorrir.
Uma vez mais procurei-te (…) Nas ruas vazias, no frio na noite, na minha cama, e em todos os meus sonhos.
Segui outro caminho com a esperança no coração de poderes ser feliz sem mim.
Mas tu és a forma viva e sonhada de tudo o que quero e amo!
És a teimosia do meu coração e o orgulho da minha cabeça.
Um dia quando tudo tiver passado, quando as minhas lágrimas pararem de percorrer o meu rosto e o meu coração voltar a bater eu vou senti-lo (…) E podes ter a certeza que te trarei de novo para mim.


Ilusões e certezas.

8 comentários:

  1. « O que é verdadeiramente nosso é nosso para sempre » :)
    Amar custa, por isso é tão raro e tão desejado :3

    Gostei, vou seguir , beijinho *

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  2. Está lindo...e quando as lágrimas virão apenas as boas recordações que ficarão para sempre guardadas..

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  3. Há erros que realmente nos fazem ver quanto frágeis somos... *

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